A Visita…

27 09 2006



Quarta Feira, 20 de setembro de 2006. Onze horas e quarenta minutos. Prédio da Central Globo de Jornalismo, rua Quintas Lopes, Jardim Botânico.

Em um prédio sem uma única identificação da Rede Globo, adentro a recepção e “chamo” pela Mariana Becker junto à recepção. As recepcionistas dizem que ela se encontra na redação. Então mando uma mensagem: “Mariana já estou aqui!”. Em seguida toca o telefone:”Marcio, é a Mariana, tô indo aí te pegar”.

Começa então o Tour pela Rede Globo de televisão.

A Mariana chega, logo me apresento e dou os presentes que tinha levado, ou seja, Trufas Pelotenses. Deixamos minha mochila na sala dela e começamos visitando a redação e estúdios da Globonews. A Mariana manda esticar o pescoço, e logo visualizo os apresentadores do Em Cima da Hora, de costas, tendo uma divisão de vidro entre o estúdio e Redação. Em seguida vamos para o cérebro da Globo, a sala das televisões, onde se controla TUDO, inclusive SBT, Record, etc. É uma sala toda escura e não é possível tirar fotos. Após, visita na redação do Globo Esporte, além de passagens por infinitas ilhas de edições, assim como gravações de offs, e salas de arquivos.

São 12 horas quando adentramos o estúdio dos esportes (Globo Esporte, Esporte Espetacular e mais um da Sportv). Consigo bater uma foto, já que a velocidade da visita é rápida, pois nesse horário é muita correria para fechar os telejornais. Nesse momento a Milena Ciribelli fala com a Mariana (OI MI, Oi Mariana, heheh). Passamos batido, e como em todas as salas da Globo há uma televisão, esperamos para o RJ TV entrar no intervalo. Quandou entrou no intervalo, abri uma das portas do estúdio, enquanto que a Mariana abriu outra. O cenário ao vivo é show. Lá estavam o apresentador Márcio Gomes (de vez em quando apresenta o JN) e a apresentadora Renata Capucci (fazia o Big Brother). Nisso, a Mariana me aponta para o outro lado do estúdio e diz: “Aqui é onde eu faço o Bom Dia Brasil”. E lá estão as poltronas vermelhas junto com a mesa. “Mariana nem pensar em bater foto, né?”, falo. “Não dá, não tem como!” O RJ TV estava prestes à voltar ao ar.

Foi então que a Renata Capucci começou a batucar na bancada e cantar: “Vai Lacraia, Vai Lacraia”. hehehe Aí a Mariana me disse que eles eram bem sérios, mas que na hora sempres descontraíam.

O programa volta ao ar e fico totalmente constrangido. Mal olho para os apresentadores, prefiro olhar para a tela de plasma para não tirar a concentração deles. Na estúdio só haviam os apresentadores, cinegrafistas, iluminação, o diretor, a Mariana e eu. Nesta hora fico com medo de tossir, de fazer barulho… O diretor começa a me encarar, e quando o Márcio Gomes chama uma notícia, eu e a Mariana saímos do estúdio.

Caminhamos em um corredor e fomos em direção à uma sala grande. Ela não me falou nada. Era o Jornal Nacional. Falei: “Ah MAriana, vais deixar eu bater um foto né?”. Aí ela deixou.
Abaixo da bancada do Bonner e da Fátima há uma sala de reuniões. Aí comentei com a Mariana que tinha visto no DVD do JN que ali ocorria a chamada reunião de caixa. Ela confirmou, e acrescentou que também ocorria as reuniões do esporte ali.

Voltamos para a sala dela e nisso o Globo Esporte entra no ar com a Milena. A Mariana mostra os emails internos da Globo com toda a programação daquele dia. “Ó Marcio, a Milena tá lendo isso… ela vai ler isso… a matéria tem tantos minutos…”

Conversamos mais sobre esportes, desde brigas entre repórteres para pegar tal esporte (a preferência dela é pelos naúticos), e ela também me mostrou o que cada um tava fazendo naquele momento: “O Clayton Conservani tá em Brasília, o Régis…”.

No final ela me levou até a porta e nos despedimos. Foi um passeio que sempre estará em minha memória, em um prédio que é o top do jornalismo brasileiro, como ela mesmo disse:”Aqui estão todos os estúdios menos o do Fantástico”. O fantástico encontra-se em outro prédio no Jardim Botânico.

Foi tudo FANTÁSTICO!

Márcio Poetsch Ferreira - Enviado especial Rio





Que "Porra" é essa??

26 09 2006
Caminhando pela avenida Rio Branco, no centro do Rio, me deparo com um arsenal de veículos da imprensa.

Estavam estacionados na frente da Câmara do Rio, ou também na frente do teatro Municipal, na região da Cinelândia. Havia um veículo do jornal O Dia, outro da Record, SBT, Bandeirantes, dois veículos da Rede Globo, além da Van ( ao fundo na foto, com uma antena para localizar o satélite, ou seja, transmissão ao vivo).

Decidi perguntar para o motorista do jornal O Dia, já que foi o primeiro a aparecer. Questionei sobre o que estaria acontecendo, e ele me disse que não sabia de nada, que apenas verificou que a imprensa estava em grande número ali, mas que seu jornal estava realizando uma matéria de moda, para um caderno de domingo.

Perguntei para os operadores da Van. Foi quando eles me disseram após um tempo, que apenas mandaram localizar a antena, sem informar o que era.

Aí perguntei para um motorista de um veículo de reportagem da Globo. A resposta foi: “Cara, não sei bem que porra é essa. É uma porra cultural dum negócio da polícia, aí. É uma porra assim.

Foi aí que resolvi pegar o metrô e ir embora sem saber o que era a porra.

Mais tarde fiquei ligado no Jornal Nacional, e vi que tinham vários repórteres (dois da globo inclusive), entrevistando a ministra Ellen Gracie, assim como o presidente do STF, Tasso Jereissati do PSDB e representante do PFL. Era o caso dos VEDOIN!

Fica a dúvida se era mesmo essa a “Porra”.

Marcio Poetsch Ferreira - Enviado especial RIO





Jornal O GLOBO

25 09 2006

Na recente passagem pela Cidade Maravilhosa procurei de todas as formas visitar o jornal O Globo. Telefonei para marcar uma visita no dia 19, mas como era hora do almoço, todo o setor de marketing do jornal encontrava-se no almoço.

Decidi então pegar o metrô e ir até lá. Assim sendo, na estação da Central Do Brasil, saltei, indo em direção a rua Irineu Marinho.

Antes, na própria estação da central, telefonei novamente do celular para O Globo, e logo me identificaram como o jornalista do sul… hehehee (das ligações da hora do almoço).

Afirmaram que visitas só eram marcadas com antecedência, e desta forma, marcaram para as 9 horas do dia 20. Concordei, mas como me encontrava perto do jornal, decidi ir até lá para largar o currículo. Foi assim que aproveitei para bater foto deste COMPLEXO, que é O GLOBO. Os prédios possuem passarela que interliga uns aos outros.

O fato é que a visita ficou adiada para uma outra ida ao Rio, já que a jornalista MARIANA BECKER me convidou para visitar os estúdios de jornalismo da TV GLOBO, neste mesmo dia e horário, mas isto fica para uma outra postagem….

Marcio Poetsch Ferreira - Enviado especial RIO





4 09 2006

Discilplina: Jornalismo Gráfico
Período: 2006/1

Trailers-Um Problema Social e Cultural

É visível e notório para os estudantes de Comunicação Social,da UCPEL, que deslocam-se do Campus II para o Campus I, ou vice versa, a instalação de “postos” de lanches, ou seja, vendedores ambulantes.

No ano passado, instalou-se um kreps na rua 3 de maio quase esquina Gonçalves Chaves. Ora, logo ao instalar-se, muitas pessoas imaginaram que o tal “posto” seria móvel, já que tratava-se de um trailer provido de rodas, o que nos levava a considerar que após o período de comércio, tal instalação sairia do local público, retornando somente no dia seguinte.

O fato é que no fim do ano de 2005 mais vendedores ambulantes instalaram-se neste mesmo percurso, só que desta vez, defronte ao Campus II. Na recente retomada das aulas, verifica-se que dos dois, somente o da rua três de maio é que continua em “operação”.

Ao analisarmos mais precisamente esta questão, veremos que trata-se de um problema antigo de nossa cidade. Ao resgatarmos fatos de Pelotas, constata-se um embate entre trailers e órgãos públicos, ou seja a prefeitura. Diga-se “órgãos públicos”, porque durante muito tempo, esta, “duelava” com a Câmara de Vereadores da cidade de Pelotas, para coibir tais instalações. Do outro lado, inúmeros vereadores “forneciam” licenças para o prosseguimento de tais postos de trabalho, a fim de obterem benefícios eleitorais.

É “folclórico” a instalação de um “churrasquinho” durante mais de duas décadas em uma praça pública. Assim como muitos “turistas”, estranharem que a principal avenida de Pelotas, esteja “jogada” ao caos, ou seja, muitos trailers que possuiam rodas em suas bases, acabaram substituindo-as por tijolos.

Recentemente a TV GLOBO, maior emissora de televisão do país, veio à Pelotas, para fazer uma reportagem sobre a “paixão” do pelotense por lanches de trailers. A jornalista enviada para realizar a matéria, descrevia que o pelotense preferia sair à rua com a esposa ou amigos, para comer “baurús”, do que jantar em restaurantes.

Ao verificar a afirmação da repórter que realizou seu trabalho em um trailer localizado atrás de nossa Universidade, da qual recebe iluminação fornecida por nossa instituição, e ocupa um local que deveria ser de carros, devemos nos questionar se este problema é social ou cultural, já que muitos de nós, futuros “intelectuais” da cidade, “alimentamos” este conflito, fazendo com que um estabelecimento ilícito, seja por razões higiênicas ou patrimoniais, acabe por ganhar sobre-vida, de que vem a ser o futuro do desenvolvimento de Pelotas, ou seja, “nós”.

Marcio Poetsch Ferreira