


Quarta Feira, 20 de setembro de 2006. Onze horas e quarenta minutos. Prédio da Central Globo de Jornalismo, rua Quintas Lopes, Jardim Botânico.
Em um prédio sem uma única identificação da Rede Globo, adentro a recepção e “chamo” pela Mariana Becker junto à recepção. As recepcionistas dizem que ela se encontra na redação. Então mando uma mensagem: “Mariana já estou aqui!”. Em seguida toca o telefone:”Marcio, é a Mariana, tô indo aí te pegar”.
Começa então o Tour pela Rede Globo de televisão.
A Mariana chega, logo me apresento e dou os presentes que tinha levado, ou seja, Trufas Pelotenses. Deixamos minha mochila na sala dela e começamos visitando a redação e estúdios da Globonews. A Mariana manda esticar o pescoço, e logo visualizo os apresentadores do Em Cima da Hora, de costas, tendo uma divisão de vidro entre o estúdio e Redação. Em seguida vamos para o cérebro da Globo, a sala das televisões, onde se controla TUDO, inclusive SBT, Record, etc. É uma sala toda escura e não é possível tirar fotos. Após, visita na redação do Globo Esporte, além de passagens por infinitas ilhas de edições, assim como gravações de offs, e salas de arquivos.
São 12 horas quando adentramos o estúdio dos esportes (Globo Esporte, Esporte Espetacular e mais um da Sportv). Consigo bater uma foto, já que a velocidade da visita é rápida, pois nesse horário é muita correria para fechar os telejornais. Nesse momento a Milena Ciribelli fala com a Mariana (OI MI, Oi Mariana, heheh). Passamos batido, e como em todas as salas da Globo há uma televisão, esperamos para o RJ TV entrar no intervalo. Quandou entrou no intervalo, abri uma das portas do estúdio, enquanto que a Mariana abriu outra. O cenário ao vivo é show. Lá estavam o apresentador Márcio Gomes (de vez em quando apresenta o JN) e a apresentadora Renata Capucci (fazia o Big Brother). Nisso, a Mariana me aponta para o outro lado do estúdio e diz: “Aqui é onde eu faço o Bom Dia Brasil”. E lá estão as poltronas vermelhas junto com a mesa. “Mariana nem pensar em bater foto, né?”, falo. “Não dá, não tem como!” O RJ TV estava prestes à voltar ao ar.
Foi então que a Renata Capucci começou a batucar na bancada e cantar: “Vai Lacraia, Vai Lacraia”. hehehe Aí a Mariana me disse que eles eram bem sérios, mas que na hora sempres descontraíam.
O programa volta ao ar e fico totalmente constrangido. Mal olho para os apresentadores, prefiro olhar para a tela de plasma para não tirar a concentração deles. Na estúdio só haviam os apresentadores, cinegrafistas, iluminação, o diretor, a Mariana e eu. Nesta hora fico com medo de tossir, de fazer barulho… O diretor começa a me encarar, e quando o Márcio Gomes chama uma notícia, eu e a Mariana saímos do estúdio.
Caminhamos em um corredor e fomos em direção à uma sala grande. Ela não me falou nada. Era o Jornal Nacional. Falei: “Ah MAriana, vais deixar eu bater um foto né?”. Aí ela deixou.
Abaixo da bancada do Bonner e da Fátima há uma sala de reuniões. Aí comentei com a Mariana que tinha visto no DVD do JN que ali ocorria a chamada reunião de caixa. Ela confirmou, e acrescentou que também ocorria as reuniões do esporte ali.
Voltamos para a sala dela e nisso o Globo Esporte entra no ar com a Milena. A Mariana mostra os emails internos da Globo com toda a programação daquele dia. “Ó Marcio, a Milena tá lendo isso… ela vai ler isso… a matéria tem tantos minutos…”
Conversamos mais sobre esportes, desde brigas entre repórteres para pegar tal esporte (a preferência dela é pelos naúticos), e ela também me mostrou o que cada um tava fazendo naquele momento: “O Clayton Conservani tá em Brasília, o Régis…”.
No final ela me levou até a porta e nos despedimos. Foi um passeio que sempre estará em minha memória, em um prédio que é o top do jornalismo brasileiro, como ela mesmo disse:”Aqui estão todos os estúdios menos o do Fantástico”. O fantástico encontra-se em outro prédio no Jardim Botânico.
Foi tudo FANTÁSTICO!
Márcio Poetsch Ferreira - Enviado especial Rio



