26 06 2006

Saca só o que a Mariana me escreveu…
OI Márcio,Não recebeste o email que te mandei?Minha mãe me falou de ti e dos docinhos que mandastes pra ela.Muito obrigada pela atenção e pelo carinho. É legal ver que o que fazemos surte algum efeito nos outros.Jornalismo, assim como a maioria das profissões hoje em dia, é também contato.Quando comecei, não conhecia ninguém, por isso não pude contar com o Q.I. (quem indica) no princípio de tudo. Mas aos poucos a teia vai se armando. Quando a gente faz freelas, mesmo pra pequens veículos, ou no contato com os professores da faculdade, ou com os colegas, ou festivais de comunicação em que inscrevemos nossos trabalhos….aos poucos, estas pequenas ações vão nos dando dividendos.Além disso tudo, o ideal é que invistas mesmo nestes contatos, como estás fazendo comigo, com muita gente no mercado de trabalho e avise: se pintar algo, to aqui!. Assim, fica todo mundo contigo “atrás da orelha” e na hora H, quem sabe…Se eu souber de alguma coisa, te aviso. A Globo tem, de tempos em tempos, um programa chamado Estagiar, mas é preciso estar na faculdade… O mercado é estranho mas pra quem briga muito, acaba tendo espaço.Bom, te desejo força e criatividade pra encarar essa nossa vida. Vale a pena.um abraço, colega
Mariana Becker
:P





Radionovela Merrmão!

9 06 2006

Conceito:
Trata-se de uma abordagem que relata os conflitos existentes nas camadas periféricas das cidades, da qual cidadãos ingressam no mundo do crime, com a finalidade de enriquecer às custas de entorpecentes químicos, e talvez oferecer melhores condições de sobre-vida para seus respectivos filhos.
As grandes cidades estão cada vez mais super-lotadas de cidadãos de baixa renda, que, em busca de uma esperança de viver melhor, tomam o rumo de uma metrópole, já que nestas cidades a oferta de empregos é maior.
Esquecem, porém, que o desemprego e a miséria andam juntos nesta proporcionalidade de “ação e reação”, e transformam os subúrbios e as favelas em escola da criminalidade.
Desta forma, conflitos ocorrem 24 horas por dia. É o contraste da população sofrida, cuja imensa maioria é vítima de uma minoria dominadora (traficantes com grande poder de dominação ideológica e financeira), com uma polícia que peca pela corrupção, e que, ao invés de defender seu povo, acaba por buscar sua “cota”, nesta injustiça social.
Disciplina: Redação em PP I
Roteiro:

NARRADOR: 18 horas de sexta feira. Fim de semana chegando. A favela da Rocinha promete ter mais uma típica noite, de seu particular verão….
ZÉ DO MORRO: Podi crê merrmão!!! Os homi tão chegando di galera.
TÉCNICA: Estouros de foguete.
NEGO CARLOS: Í, olha só, o primeiro esquadrão já ta soltando as bomba de alerrta.
Vamo vê como ta lá embaixo, liga o rádio e vamo dexa em alerrta os otros comando.
TÉCNICA: barulho de rádio, baixa freqüência, ao fundo a frase “SHHH sujera, sujera-alerrta SHHH”.
ZÉ DO MORRO: Pode crê, dexa os tira subi q nós vai fazê estrago, com eles. Já é! Já é!
TÉCNICA: barulho de rádio com baixa freqüência.
NEGO CARLOS: q é que é Zé, que que falaram??
ZÉ DO MORRO:Ó é o seguinte, os homi querem negociá, nós temo poco tempo, eles querem 30 mil pra não trazê o resto da tropa e daí tu sabe né?? Vai dar morte!!!
NEGO CARLOS: Í maluco, é melhor liberar porque daqui a pouco vem a globo filmá, e aí faz a cabeça de todo mundo, pressionando os homi contra nós. Tudo pra fazê média com essa sociedade. Zé, cadê as mulé?? Elas não tinham descido o morro pra compra comida??
ZÉ DO MORRO: É merrmo merrmão!!!!!
TÉCNICA: barulho de rádio com baixa freqüência ,ao fundo a frase “K.O. paga eles logo pô!”.
ZÉ DO MORRO: Í , tão indo embora,e nosso dinheiro também!!Vieram em 10 blaser , os homi são escroto merrmo.
NARRADOR: 20 horas, e as mulheres sobem o morro, rumo às suas respectivas casas…
NEGA TEREZA: O Zé tinha um monte de polícia saindo lá de baixo com a cara de mais feliz do mundo.
GILCLÉIA: Eu até disse pa TETÊ q alguém molhô a mão deles, pq tava tudo eufórico. Não acredito q ainda tem idiota nesse morro q ainda lava…
TÉCNICA: Metralhadora
NEGO CARLOS: Q isso Zé?? Eles tão voltando pq?? Nós pagamo os cara!!!

NEGA TEREZA: Seus nego excroto!!!! Todo o dinheiro do pó, que acumulamo pra viajar pra Colômbia visita os primo, vcs pagam os tira, vocês num presta!!
GILCLÉIA: Carlos tu me perdeu, agora eu vou ser de todos no baile funk de domingo. Eu queria o teu dinheiro. Seu nego burro!!
ZÉ DO MORRO: Eles só foram estorqui a lado esquerdo do morro agora, não vem em nossa direção.
GILCLÉIA: É, mas ta tudo acabado!!!
NEGA TEREZA: Tudo acabado mesmo. Vamu Gilcléia, nós ainda vamu casá com um pit-boy da Barra.