O seu repórter Esso

27 08 2008

Apesar de dormir apenas duas horas, minha manhã foi compensada por uma grande palestra.

O auditório da Famecos lotou para assistir a palestra de três “ícones” do jornalismo brasileiro. Há 40 anos, foi extinto o maior programa de radiojornalismo que este país já viu (assim diria nosso presidente).

Enquanto estudante de graduação, ouvi alguns dos principais programas do repórter Esso. Escutei a gravação do último programa(ver vídeo), em que o radialista se emociona e deseja um feliz ano aos ouvintes. Este fato se dá em 1968, ano em que é implantado o AI5.

Pois bem, hoje pude conhecer este personagem. E não é que Roberto Figueiredo voltou a se emocionar. Foi o suficiente para a mulherada da Famecos entoar um “óóóóóó”.

Outro personagem “super-carismático” é Lauro Hagemann,  o mais velhinho de todos (de todos os presentes nesta palestra, pois muitos já faleceram). Lauro levantou-se antes do término da conversa, e foi para o banheiro, passando entre os inúmeros alunos. Sua dificuldade de caminhar é notória, é quase um “velhinho cambaleante”, e, enquanto se dirigia ao banheiro, foi indagado pelo mediador: Onde você vai Lauro? Lauro virou-se de frente para o palco e apenas abanou para todos. Gargalhada geral em um auditório super lotado.

A pergunta mais freqüente entre todos? Por que o programa parou? Parou porquê? A resposta: A ditadura! Aliás, sobre isso foi destacado que na segunda fase do programa, o locutor representava/encenava a notícia, isto é, havia um polemismo. Polemismo este que não voltou até os atuais dias, em virtude da ditadura, da Shell (que investiu muito em publicidade naquela época), e também dos altos custos.

É, parece que o radiojornalismo deu um passo atrás.





Conceitos…

23 08 2008

Acho que sou um formador de opinião… rsrs

Há algum tempo atrás, fiz uma postagem referente a uma festa  de uma casa noturna conceituada de Porto Alegre.  Na postagem, explanei o que eu considerava ser “vip”, nos atuais dias. Expliquei a dificuldade de acesso aos convites, pois quanto  mais selecionado, melhor. Uma prova disto são as raves, que divulgam em seus flyers apenas o site da festa, e avisam que a partir de tal data, será exposto o mapa de localização do evento. Assim, se evitam as famosas ”aglomerações”.

Pois bem, minha postagem foi lida pelos empresários da casa. Resultado: ganhei um Chairs-card, ou seja, acesso livre. :)

Esta é uma maneira de destacar o poder de um blog. Faça você mesmo! :P





A mais francesa das cidades…

19 08 2008

Bastidores do comercial da Citroën.

Disputa final das cidades selecionadas para a gravação do comercial: Pelotas, Buenos Aires.

Vencedor: A imagem mostra…

Pelotas: Te levanta gigante!





A medonha

16 08 2008

Tá. Já sei! Ninguém agüenta mais ler sobre “pós-humanismo”.

Mas, vai aqui uma última postagem referente ao tema. Recentemente ocorreu no Rio de Janeiro uma passeata em prol da maconha. O irônico é que na última hora a passeata teve de ser cancelada. Motivo: “os manifestantes se perderam”. rsrs

As causas deste “entorpecente químico” são variadas. Suas conseqüências dependem do organismo e das características da erva consumida. As sensações mais comuns são bem-estar inicial, relaxamento, calma e vontade de rir. Pode-se sentir angústia, desespero, pânico e letargia. Ocorre ainda uma perda da noção de tempo e espaço, além de um prejuízo na memória e latente falta de atenção.

O fato é que o problema não está em uma simples passeata, mas sim no fato de muitos indivíduos “necessários” para o bem estar de uma sociedade, “viajarem” para outros “ares”, enquanto deveriam desempenhar papéis de médicos, advogados, professores…

Será que esta é a “hóstia” do “pós-humanismo”?

Enfim, como diria o filósofo: “Êta erva danada”! rsrs





DJ - O pós-humano

11 08 2008

Adoro boates. Acredito que as igrejas representaram no humanismo, o mesmo que as boates representam no pós-humanismo.

Sempre que vou, procuro visualizar quantas máquinas inteligentes cada pista de dança possui. Busco contabilizar qual o número de telões ou telas de plasma. Tento adivinhar se o raio laser será verde ou vermelho. Esta é minha diversão.

Assim como na igreja, que através de seu mandatário, designava o andamento da cerimônia, também nas boates, os Dj´s estabelecem o rumo que a cerimônia irá tomar. Assim como os padres, eles também se consideram um semi-deus.

Heidegger dizia (rsrs): A sociedade exalta aquele que trabalha com a técnica, porém nada representa se não possuir o conhecimento da mesma.

Tá bom, sei que muitos não aceitariam o argumento do filósofo alemão, e me rebateriam.

Os fãs da música eletrônica afirmariam: Ah, mas isto é porque não é tu que estás lá, com aquele monte de devotas. Até mesmo minha família questionaria: Será que não é porque no auge dos teus treze anos, no fatídico aniversário de 15 anos da tua irmã, ao pedir para um dj tocar uma música, indagastes à ele sobre a inserção de uma música do grupo ’Nirvana’, e o mesmo dissera que já estava tocando…

Enfim… O importante mesmo é destacar a auto-imagem destes pós-humanos em entes “tão visionários”.





A Cibercultura nos clubes de futebol

6 08 2008

É perceptível  as mudanças das imagens dos clubes de futebol, nestes recentes tempos de “pós-humano”.

Inicialmente, a primeira mudança que pude perceber foi com o Atlético Paranaense, que, aproveitando a construção de sua moderna arena, decidiu modificar seu logotipo, buscando transformar sua imagem institucional.

A Europa sempre foi precursora de marketing esportivo, isto é, sobre como ganhar dinheiro com o futebol, estando sempre à frente dos demais no que tange ao novo.

O Barcelona idealizou há três anos, uma camiseta número 3, com cores florescentes. Tal cor, remete à modernidade, ao hight tech, ao ciborgue. A verdade é que o clube foi tão bem sucedido, que passou a jogar com mais freqüência com este uniforme do que com o de suas cores originais. A estratégia de vendas deste produto superou as expectativas de seus dirigentes.

Logo após, muitos outros clubes copiaram o modelo do Barcelona. Podemos citar o Chelsea (imagem), e até mesmo o maior rival do Barcelona, o Real Madrid.

Outro caso de sucesso se deu com o Palmeiras. Ao exibir seu uniforme pela primeira vez, muitos contestaram. A mídia e alguns rivais denominaram de “camisa marca texto”. O fato é que em pouco tempo esta mudança acabou sendo uma unanimidade, e muitos já pleiteiam que o “marca texto”, se torne o uniforme número 1 do clube.

Que idéia esta minha! :) Vou fazer um artigo! :P





A questão da técnica

3 08 2008

A Grécia foi  a primeira  civilização inteligente. Os gregos com sua mitologia, seu alfabeto, em que introduzindo as vogais, evoluíram de uma maneira exemplar nas percepções cognitivas dos homens, e, aliados à sua filosofia, foram de vital importância para o surgimento da propagação do conhecimento, usufruídas até os dias de hoje.

 

Foi através de Platão que a “humanidade” nasceu. A Grécia cultivava  a sabedoria, cujo objetivo era propagá-lo entre seu povo. De acordo com Heidegger, foi nesta época que nasceu a técnica. Podemos dizer que ambas “nasceram” juntas, mas não necessariamente criada pelo humano.

 

Com o advento do teatro, a Grécia passou para a utilização da representação como uma forma de propagar tais fatos, passando após a reapresentação. A técnica da escrita veio em paralelo. Passou-se  ao contexto histórico da metafísica, em que o tempo torna-se necessário.

 

O fato é que com relação aos valores presentes em nosso contexto, com a sociedade grega, estes eram idealizados de uma forma totalmente diferente. Na sociedade grega, o homem era uma “monstruosidade”, ou seja, não poderia atingir a perfeição. Naquela sociedade, a perfeição era um exercício dos deuses, dos quais se encontravam em um patamar acima dos homens. Ainda de acordo com a mitologia grega, foi com uma traição de um deus, Prometeu, que o homem passou a controlar seu destino através do conhecimento repassado dos deuses ao homem - diz a lenda que Prometeu roubou a chama do conhecimento e entregou-lhe aos homens. Aqui vale um parêntese para introduzirmos a Caixa de Pandora. A caixa foi enviada por Zeus para o irmão do Prometeu, o Epimeteu. A finalidade da caixa foi uma forma que Zeus vislumbrou de punir a ousadia do titã Prometeu. Prometeu alertou para que seu irmão não abrisse a caixa. Não adiantou nada. No presente veio ela, bela e esbelta, a Pandora. Mas ao abrir a caixa que veio com ela, Zeus enviou-lhe também todos os problemas que afligiriam a humanidade a partir daquela data. Foi assim que teve fim a idade de ouro da humanidade.

 

Cabe ressaltar que na Grécia, a harmonia da vida era denominada de Physis.

 

Aqui adentramos na sociedade romana.  A ascensão de seu império fez com que seus idealistas enviassem estudiosos para a Grécia, a fim de adquirir o conhecimento da sociedade mais evoluída do mundo, até então.

 

A partir daí o que se vê é uma transferência de definições de uma sociedade em decadência, na forma da propagação de ideais, para uma sociedade que visava tomar conta do maior território possível, usufruindo o conhecimento. Desta forma, a physis citada em um parágrafo acima, passou a ser denominada de natureza.

 

Vale destacar também que a sociedade grega denominou/definiu o que hoje conhecemos como arquitetura, embora esta já existisse no Egito, muitos séculos antes. A grande prova deste fato são as construções de suas pirâmides, embora a metodologia utilizada para tal construção não fosse denominada  ”arquitetura”, pois ela ainda não fora criada. Entendeu? :P

 

Martin Heidegger se vale em muito das observações do filósofo alemão Nietzsche. Nietzsche foi o filósofo que “matou deus”. Para Heidegger, este é um fato de extrema relevância para a mudança de rumo da humanidade. Aliás, humanidade não, agora se trata de pós-humanidade.

 

No século XVII é que se dá a grande troca de visão dos valores mundanos.  O motivo desta mudança, Heidegger não sabe, mas sabe sim, que a humanidade nasceu com Platão e morreu com Nietzsche, assim como morreu a crença religiosa.

 

Até o século XVII, o homem acreditava que o ser supremo era deus, e que as respostas das quais não  conseguiam obter, delegava à supremacia deste ente. Mas quando se passou a questionar até mesmo o até então, inquestionável, passamos a adentrar na era planetária. Diz-se, era planetária, pois nesta era, o homem vê o planeta de fora. O homem está para  esta era, o mesmo que os deuses estavam para a sociedade grega.





O show táááááá coooomeçando!

31 07 2008

Faltam algumas horas para o início da minha pesquisa. Ela consistirá na visita diária nos blogs do Noblat, Reinaldo Azevedo e Josias de Souza.

Tal metodologia se deu com base no Technorati, um site norte-americano que faz um ranking da blogosfera. De acordo com este ranking, na mesma ordem citada no parágrafo anterior, encontram-se os três blogs políticos mais lidos no Brasil.

O bom da pesquisa? É que em todos eles, encontram-se veículos de alta credibilidade, como jornal O Globo, revista Veja e Folha de São Paulo.

O ruim é que já sei o resultado antes de aplicá-la. Destes três, só há um polemista. Noblat e Josias de Souza fazem a linha de jornalista amiguinho do professor, ou seja, são daquela escola que só informa, nada mais. Felizmente, a linha retógrada dos princípios arcaicos do jornalismo brasileiro está com os dias contados, até mesmo em função da blogosfera. A notícia nos blogs tem de ser menor do que nos veículos tradicionais e com fins persuasivos ao leitor. Caso contrário, qual a vantagem de ler um blog, se não há um ponto de vista? Quem lê meu blog para se informar? Ninguém! Todos querem ver o que ando pensando em função de meu desenvolvimento intelectual. hahaha

Reinaldo Azevedo é um dos maiores polemistas brasileiros. Ás vezes, olhando seu blog, fico pensando: “Caraca, o Diogo Mainardi é fichinha perto deste cara”. Os títulos são sempre um show à parte. Na minha recente banca, Juremir Machado da Silva destacou que recentemente seu amigo havia proposto a campanha de abstinência sexual para as classes menos abastadas, em função da alta taxa de natalidade nesta ampla camada social. É aquela mentalidade que existe no Brasil, e que o Romário assim explicitou: “É sempre bom ter um nenezinho em casa”. Tá, e depois mermão?

Mas então, ainda há dúvida em relação à polêmica? Que tal esta imagem que ilustra a postagem? A agência ServicePlan de Hamburgo, destacou o slogan: “É o chapéu”. Só isso. Com isso, objetivava vender este produto em decadência em todo o mundo, até mesmo na velha Europa.





Lost no Orkut..

21 07 2008

Pane total! É assim que encontra-se a maior rede social mediada por computador, em nosso país.

Desde o início da tarde desta segunda feira, o programa “endoidou”, e passou a trocar os perfis dos usuários. A reclamação passou a ser maior quando o pessoal do Twitter engajou-se no marketing viral.

Foi quando  às 18:15, o Google decidiu tirar o Orkut do ar.

Mas nem tudo está perdido. Há relatos no portal Uol, de que homens que entraram no perfil de mulheres, e vice-versa, decidiram que irão investir na casualidade, pois acreditram  que “nada nesta vida é por acaso”.

O certo é que neste momento o Orkut vive uma crise. Crise remete à perigo, mas também oportunidade. Neste “cibermundo” em que vivemos, quem sabe uma novidade não aparece. O que diriam outras redes sociais como My Space e Facebook?





Isto é velejo no Laranjal!

20 07 2008

by Paulo Japa